As unhas começaram a serem roídas.
Condoídas, elas gritam de dor.
E imploram pelo amor que eu pare de roê-las.
Que eu pare de submetê-las a essa desgraça.
A essa carcaça!
As unhas estavam todas tortas, estavam me irritando.
O irrito era tanto, que resolvi roê-las.
Então, meus pobres prantos, não me julguem tanto assim.
Pois eu bem quis preservá-las.
Quis mantê-las belas, espertas, certas e retas.
Porém fiquei nervosa diante daquele moço;
Diante daquele alvoroço de risos que havia ali.
Por isso, então, resolvi roer as unhas. Simples assim.
Muito justo. Antes elas, que os dedos. Algo tem de ser destruído em um momento de agonia, simples assim. Muito, muito justo.
ResponderExcluirQue linda! É vero, minha querida tia Paty.
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