segunda-feira, 19 de março de 2012

Pela manhã.

Eu quero a tua poesia
E o teu tesouro escondido.
Assim dizia aquela melodia.

A melodia tinha um balançar
Que lembrava o barulho do mar
Me lembrava aquela brisa gostosa
Que vinha do marítimo
E que atravessava as minhas costas

Me lembrava aquele sorriso branco
Que por si só me enchia com todo o encanto
Enchia a minha vida.
Enchia a minha vida com muita alegria.

Mas a melodia chega ao fim agora!
Que pena, penso eu.
Terei que ir para o rio
Pois o mar está bravo
E não deseja mais carregar o meu pequeno barco.

Irei para o rio, então.
Levarei comigo um bordão
Que me afastará todos os males que virão
E o meu guia maior será este daqui, o meu coração.

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