sábado, 10 de março de 2012

Roendo o momento.

As unhas começaram a serem roídas.
Condoídas, elas gritam de dor.
E imploram pelo amor que eu pare de roê-las.
Que eu pare de submetê-las a essa desgraça.
A essa carcaça!
As unhas estavam todas tortas, estavam me irritando.
O irrito era tanto, que resolvi roê-las.
Então, meus pobres prantos, não me julguem tanto assim.
Pois eu bem quis preservá-las.
Quis mantê-las belas, espertas, certas e retas.
Porém fiquei nervosa diante daquele moço;
Diante daquele alvoroço de risos que havia ali.
Por isso, então, resolvi roer as unhas. Simples assim.

2 comentários:

  1. Muito justo. Antes elas, que os dedos. Algo tem de ser destruído em um momento de agonia, simples assim. Muito, muito justo.

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  2. Que linda! É vero, minha querida tia Paty.

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