quinta-feira, 22 de março de 2012

Agonia.

Tentei fugir da caneta hoje, mas não consegui.
Não consegui escapar das linhas escritas, das palavras sofridas e da cachaça da esquina.
Só um gole de pinga, eu pensei. Eu falei que seria apenas um gole esta noite, mas exagerei e me afoguei na mesa daquele bar.
Me afoguei nos assuntos imundos que não me levaram a nenhum lugar. Me levaram apenas a chorar, a gritar e a exasperar.
Tem coisas que tem sido inerentes ao meu dia, à minha poesia. Como a dor, o pavor e o temor. Por isso, peço-lhes perdão, ó palavras minhas.
Desculpem-me por descarregar em vocês toda a minha melancolia; mas eu juro que quando esse mar de agonia passar, eu irei cantar sublimemente a sua poesia, e cantarei, com muito louvor e alegria.

2 comentários:

  1. Nossa Hanna, fiquei arrepiado.
    Precisava ler isso..

    Obrigado, minha amiga.

    Carlos

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  2. Oun, como você é lindo!
    É uma honra poder despertar algum sentimento "arrepiador" em quem me desperta tanto amor.

    E sou que agradeço pela honra de tê-lo como leitor, meu caro e belo amigo.

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