Tentei fugir da caneta hoje, mas não consegui.
Não consegui escapar das linhas escritas, das palavras sofridas e da cachaça da esquina.
Só um gole de pinga, eu pensei. Eu falei que seria apenas um gole esta noite, mas exagerei e me afoguei na mesa daquele bar.
Me afoguei nos assuntos imundos que não me levaram a nenhum lugar. Me levaram apenas a chorar, a gritar e a exasperar.
Tem coisas que tem sido inerentes ao meu dia, à minha poesia. Como a dor, o pavor e o temor. Por isso, peço-lhes perdão, ó palavras minhas.
Desculpem-me por descarregar em vocês toda a minha melancolia; mas eu juro que quando esse mar de agonia passar, eu irei cantar sublimemente a sua poesia, e cantarei, com muito louvor e alegria.
Nossa Hanna, fiquei arrepiado.
ResponderExcluirPrecisava ler isso..
Obrigado, minha amiga.
Carlos
Oun, como você é lindo!
ResponderExcluirÉ uma honra poder despertar algum sentimento "arrepiador" em quem me desperta tanto amor.
E sou que agradeço pela honra de tê-lo como leitor, meu caro e belo amigo.