Nos amamos. Nos amamos louca e intensamente, como nunca antes havíamos nos amado. Nos amamos como dois animais humanos, em busca do prazer da carne e do desconhecido. Em busca do conhecimento de nossos olhos; que brilhavam; que gritavam; que choravam de saudade, de vontade de um pelo outro. Seus olhos eram um enigma pra mim. Seus olhos escondiam todo sentimento e todo conhecimento que eu podia ter de ti. Eu só sei que eles brilhavam. Brilhavam como duas esferas profundas de brilho e de luz, que invadiam o meu peito. Seu peito, ao toque do meu, me fazia estremecer, e me surpreender com o amor que havia ali. Com o fulgor que havia entre nós. Com o calor que fazia naquela noite. Eu não sabia de nada. Eu só sentia. Não queria pensar em nada além daquele momento, pois qualquer pensamento em falso poderia colocar tudo a perder. A perder, a morrer, a sofrer, a chover. Eram essas as sensações que me assombravam naquela noite, por isso procurava não pensar, procurava não falar. Procurava somente te observar e me deleitar em seu corpo. Me deleitar no conforto dos teus braços, dos teus abraços; dos nossos amassos, vulgarmente falando. Vulgar?! Não conheço muito bem o que é isso. Só conheço o calor do amor. Só conheço o desejo de te querer, de te ter de novo. Mas não o terei. Não ou talvez. Talvez eu não saiba de nada, assim como na maioria das vezes eu não sei mesmo. “Só sei que nada sei”, assim disse o filósofo do amor. E é das suas palavras que eu bebo agora, que eu desfaleço nessa hora. Mas não quero pensar, se não eu vou chorar; só quero sentir. Sentir a lembrança do nosso encontro, pois o seu gosto ainda está em mim, ainda está aqui... Avassalador! Encantador, sedutor! Esse é o seu poder sobre mim. Esse é o seu poder assim... E assim... Me despeço de você com este, e com aquele, triste fim.
Nenhum comentário:
Postar um comentário