quarta-feira, 29 de fevereiro de 2012

Curumim

Fim de tarde,
A saudade me invade
Me reparte.
A saudade faz parte
Das minhas duas metades;
Sendo que, uma chora e a outra ri.
E a brincadeira de existir se torna assim,
Um bambolê de curumim.
Curumim, era assim que eu queria ser,
Que eu queria crescer.
Crescer sempre sendo curumim.
Se bem que é legal ser assim também,
Mas sempre tem algum “porém”,
Que nem eu mesmo sei
O que fazer com esses “aquéns”.
Portanto, vou me permitir! Vou fluir!
Vou voar! Vou cantar!
Vou aproveitar este fim de tarde
Com a mesma vontade
Que um curumim brincaria de canoagem.

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