Acelerar o café
Não esmorecer a fé
Correr ao banco;
Essa é a rotina de um frenético paulistano.
Uso a lapiseira para registrar alguns momentos,
E comento.
Comento sobre o céu, sobre o papel, sobre o pincel
E também sobre o carrossel de um sonho encantado.
Dou mais um gole!
O café já está frio
Mastigo meio bolo e sorrio.
Sorrio sem perceber
Assumo os riscos,
Os rabiscos e a vontade de viver.
Convivo com meus poemas,
como já dizia o bom poeta,
Depois expulso-os para fora;
Para que eles vivam também suas próprias histórias.
E o meu peito, aqui, sempre os guardará na vã memória.
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