quinta-feira, 12 de março de 2015

Matinal

Acelerar o café
Não esmorecer a fé
Correr ao banco;
Essa é a rotina de um frenético paulistano.

Uso a lapiseira para registrar alguns momentos,
E comento.
Comento sobre o céu, sobre o papel, sobre o pincel
E também sobre o carrossel de um sonho encantado.

Dou mais um gole!
O café já está frio
Mastigo meio bolo e sorrio.

Sorrio sem perceber
Assumo os riscos,
Os rabiscos e a vontade de viver.

Convivo com meus poemas,
como já dizia o bom poeta,
Depois expulso-os para fora;
Para que eles vivam também suas próprias histórias.
E o meu peito, aqui, sempre os guardará na vã memória.

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