quarta-feira, 24 de outubro de 2012

No silêncio.

A chuva cai e com ela a minha mente viaja devagar.
Não sei bem como me sinto. Não sei bem como estou me sentindo.
Mas eu sei que os olhos do meu Pai não se desviaram de mim.
E mesmo ainda me faltando muita sabedoria,
Eu prossigo feliz e animada pela sua alegria.

Eu não sou nada, isso é fato. Mas sem Aquele que me traz a paz, eu sou menos ainda.
Assim, vou me esquivar dessas esquinas tortuosas para que a minha mente torta
Não me transforme em coisa morta.
Pois eu não quero morrer! Eu quero viver, e viver em abundância,
Como já tenho vivido nessas instâncias.
Mas eu preciso morrer todo dia para aquilo que me faz morrer.
E nascer todo dia, para o que me faz viver,
Porque basta uma pequena mosca para estragar todo o perfume de um vidro.
E como um vidro; aquecido, moldado e transformado, assim eu preciso ser.
Para que eu consiga manter, o gostoso perfume que me faz viver.

Nenhum comentário:

Postar um comentário