quarta-feira, 11 de abril de 2012

Cantarei.

Não olho mais para baixo, porque já cai muito por não prestar atenção ao que estava a minha frente.
Não olho mais para os lados, porque os que estão ao meu lado, nem sempre enxergam o meu interior.
Não olho mais para frente, porque o que vem pela frente é mesmice metamórfica, muda, mas sempre volta para o mesmo lugar. E sempre a tristeza vem carregando no seu sujo colo uma porção cheia de ilusão, e de emoção também; sim, é verdade, porém a emoção acaba e depois só resta a desgraça, só resta a carcaça de carregar uma vida fadada, uma vida pesada; mas eu não quero mais olhar para baixo, nem para os lados e nem para a frente.
Quero olhar agora para o alto! Quero olhar para o céu azul claro e azul escuro estrelado. Quero olhar para as nuvens e sobrevoar por elas. Quero sair dessa enorme jaula arredondada. Quero voar! Quero voar para os braços castos do meu Pai. Do meu noivo. Do meu Senhor. Da minha luz e redentor. E eu vou voar... Até desaparecer entre as nuvens com Ele... Até o seu amor me inundar. Até as suas cores coloridas colorirem o meu jardim... Até eu cantar com os mais lindos Serafins... Até eu comer os mais deliciosos frutos, e com todo o desfruto, desfrutar de tudo que ele me fez alcançar.

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